“Foi o meu primeiro filme, ele foi meu primeiro diretor e não me protegeu”, destacou. “Embora aos 13 anos eu ainda não entendesse muitas coisas, já sabia que aquilo não era normal”, acrescentou.
O advogado da atriz, Christian Schertz, declarou nesta quarta-feira à AFP que o filme já deveria ter sido retirado de circulação “há muito tempo”. “Além disso, lamento que isso só tenha sido feito como resultado da pressão pública”, disse.
A Fundação Wim Wenders, que detém os direitos de exploração do filme, dialogará com as instituições cinematográficas alemãs para encontrar “formas adequadas de tratar as obras cinematográficas polêmicas do século XX”, anunciou o cineasta no comunicado.
“Assim que este processo estiver concluído, mesmo que leve muito tempo, e quando tivermos conseguido apresentar uma solução aceita por todas as partes, incluindo Nastassja Kinski, voltaremos a disponibilizar o filme ao público”, acrescentou.
Figura de destaque do cinema alemão, Wenders obteve, entre outros reconhecimentos, a Palma de Ouro em Cannes em 1984 por “Paris, Texas”, com Kinski no elenco.
Em fevereiro, como presidente do júri no Festival de Berlim, ele provocou polêmica ao afirmar que o cinema deve “manter-se à margem da política”.