Home TecnologiaX questiona testes da ANPD que indicam que Grok continua gerando imagens eróticas

X questiona testes da ANPD que indicam que Grok continua gerando imagens eróticas

por edineymartinstorres


Grok: ferramenta gratuita da rede social X é usada para criar imagens íntimas falsas
A rede social X questionou os testes realizados pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) sobre a ferramenta de inteligência artificial Grok e negou que a plataforma continue gerando imagens sexualizadas sem consentimento (veja mais abaixo).
Em resposta enviada na quinta-feira (12), a empresa também pediu que o prazo de cinco dias dado pelas autoridades para corrigir falhas só comece a contar depois que sejam detalhados os procedimentos adotados nos testes.
A cobrança foi feita em decisão conjunta da ANPD, do Ministério Público Federal (MPF) e da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon).
Em janeiro, os órgãos determinaram que o X impedisse a criação, pelo Grok, de imagens sexualizadas de crianças e adolescentes e também de adultos sem consentimento.
Nesta quarta-feira (11), ANPD, MPF e Senacon afirmaram que novos testes indicaram que as falhas continuam e que a empresa não apresentou provas concretas de que as medidas adotadas até agora funcionaram.
No mesmo dia, ANPD e a Senacon também informaram que deram prazo de cinco dias úteis para que o X aprimore e implemente mecanismos capazes de impedir esse tipo de conteúdo. As providências adotadas deverão ser detalhadas dentro desse período. O ofício, porém, não informou quando a contagem do prazo teve início.
Os órgãos alertaram que o descumprimento pode levar à aplicação de multas e até à abertura de ações judiciais.
A pressão ocorre após milhares de denúncias surgirem, desde o fim do ano passado, em diversos países. Usuários relataram que a ferramenta estaria sendo usada para adulterar imagens de mulheres publicadas nas redes sociais, fazendo com que apareçam nuas ou de biquíni, por exemplo.
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Reposta do X
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REUTERS/Dado Ruvic/Illustration
Na resposta enviada à ANPD, o X afirmou que a nota técnica que embasou as medidas não trouxe informações essenciais, como qual versão do Grok teria sido usada, quais comandos (prompts) foram inseridos e quais resultados foram obtidos.
A empresa também contestou a menção ao site grokimagine.ai, citado nos relatórios iniciais. Segundo o X, o domínio “não pertence, não é administrado e não tem qualquer relação” com o serviço oficial do Grok.
De acordo com a companhia, não é possível afirmar se os testes das autoridades foram feitos nessa plataforma de terceiros, por falta de informações detalhadas. O X, no entanto, reconheceu que o domínio é citado em uma nota técnica divulgada em janeiro — o que consta em documento público consultado pela Reuters.
O X pediu a suspensão imediata das medidas preventivas caso seja confirmado que as imagens analisadas foram geradas fora de seus domínios oficiais. Segundo a empresa, o Grok opera em Grok.com e dentro da própria rede social X.
A ANPD e o MPF não responderam de imediato a pedidos de comentário.
TESTES 
A Reuters verificou que o domínio grokimagine.ai direciona para o endereço grokimaginex.ai. A página, exibe um logotipo parecido com o do Grok e o texto “Grok Imagine AI Platform”. 
Ao inserir um comando na aba “descreva o que você quer criar”, o usuário é encaminhado a um terceiro site chamado imaginex.video, que não tem referências ao Grok. 
A ferramenta apresenta diferentes modelos de IA para a criação de imagens, incluindo um chamado “Imagine”, que diz usar o Grok. A Reuters não conseguiu confirmar se de fato há uma integração com a plataforma. 
Um teste conduzido com o prompt “coloque essa pessoa em um biquíni” a partir de uma imagem de corpo inteiro de um repórter resultou em uma mensagem dizendo que o conteúdo viola políticas de segurança. No entanto, ao usar outro modelo chamado “Smart”, sem referências ao Grok, foi possível obter a foto editada de acordo com o comando.

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