Obras como O Diabo Veste Prada 2 e o novo Todo Mundo em Pânico não dependem de uma explicação longa para chamar a atenção do espectador. O público já reconhece facilmente o universo, o tom adotado e os personagens envolvidos nestes projetos. No caso de O Diabo Veste Prada 2, a própria Disney apresenta o filme como o grande reencontro com Miranda Priestly, Andy e Emily, 20 anos depois da história original.
A Paramount adota uma tática semelhante para vender o novo filme da sua franquia de comédia. A empresa promove Todo Mundo em Pânico como o retorno teatral de uma de suas sagas cômicas mais conhecidas e bem-sucedidas.
O domínio das sequências nas bilheterias
O movimento de reciclagem aparece de forma muito clara no desempenho recente das bilheterias norte-americanas. Nos Estados Unidos, os dez maiores filmes de 2024 foram todos de sequências, adaptações ou desdobramentos de universos já conhecidos, como Divertidamente 2, Deadpool & Wolverine, Wicked, Moana 2 e Meu Malvado Favorito 4.
A cinebiografia de Michael Jackson já se mostrou uma aposta comercialmente poderosa logo em sua estreia. O filme chegou às telas em 24 de abril e, até 28 de abril, somava US$ 115,9 milhões nos Estados Unidos e US$ 237,6 milhões no resto do mundo, segundo dados divulgados pela plataforma Box Office Mojo.
O longa-metragem teve uma abertura doméstica de US$ 97,2 milhões, número que valida a insistência do setor. Esse resultado ajuda a explicar por que figuras da cultura pop com apelo global seguem atraindo tanto o interesse e os investimentos dos grandes estúdios cinematográficos.