Você lembra do burburinho quando o filme Guerra Civil chegou aos cinemas? Debate nas redes, crítica dividida, Wagner Moura em destaque (de novo!) e uma história que provoca o imaginário político dos Estados Unidos. Agora dá para assistir com mais calma, porque ele já está disponível na HBO Max e também no UOL Play.
O longa ultrapassou US$ 100 milhões em bilheteria mundial e virou um dos maiores sucessos da A24. Não foi só por causa da ação ou do cenário distópico. A sensação constante de que aquilo tudo parece próximo demais da realidade deixa qualquer sessão mais intensa.
Se você quer entender por que esse título virou assunto obrigatório para quem curte o cinema atual, continue lendo e descubra a sinopse, a história do filme e onde assistir.
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Guerra Civil expõe um país à beira do colapso
A história do filme Guerra Civil começa quando o presidente dos Estados Unidos, interpretado por Nick Offerman, decide ignorar as regras democráticas e se manter no poder para um terceiro mandato. Essa decisão acende o estopim.
Califórnia e Texas se unem e formam as chamadas Forças Ocidentais, dando início a um confronto armado contra o governo federal.
O roteiro é de Alex Garland, o mesmo diretor de Ex-Machina e Aniquilação. Ele escreveu a trama em 2020, antes da invasão ao Capitólio e dos ataques aos Três Poderes no Brasil. O cenário que parecia ficção ganhou uma camada extra de realismo depois desses acontecimentos.
A trama começa em uma Nova York sob ataque, dividida e tensa. É dali que parte a jornada de quatro jornalistas rumo a Washington para entrevistar o presidente antes da queda do governo.
O jornalismo sob fogo cruzado
O filme escolhe um ponto de vista que muda completamente a experiência de quem assiste. Em vez de acompanhar os presidentes e comandantes militares, a câmera fica ao lado de quem registra a guerra.
Lee, vivida por Kirsten Dunst, é uma fotojornalista que já cobriu conflitos pelo mundo. Só que agora a guerra acontece no próprio território americano. Ela reage com a frieza de quem já viu violência demais e aprendeu a continuar trabalhando.
Ao lado dela está Joel, interpretado por Wagner Moura, um repórter que entende o tamanho histórico do momento. Ele sabe que a queda de um presidente que se recusou a deixar o cargo será um marco político global. Por isso insiste na viagem até Washington, mesmo quando a estrada deixa claro que a estrutura institucional do país já não funciona como antes.
Wagner constrói um personagem atento, racional, movido pela urgência profissional. Ele negocia passagem em postos armados, mede as palavras diante de milicianos e mantém o foco na entrevista que pode se tornar a última declaração oficial daquele governo.
Não há romantização do jornalismo e o longa observa esse papel com extrema frieza, questionando até onde vai a neutralidade quando tudo desmorona ao redor.
Guerra Civil escancara o medo, a divisão e a perda de humanidade
À medida que a viagem avança, o filme deixa explícito que o conflito armado é só a superfície do problema. O que realmente está em jogo é a transformação das pessoas quando o medo vira regra.
Em um dos momentos mais perturbadores da trama, a nacionalidade deixa de ser um dado oficial e passa a ser interrogada na ponta de um fuzil. A pergunta “que tipo de americano você é?” sintetiza a fratura exposta pelo longa. Não se trata de esquerda ou direita, mas da redução da identidade a um rótulo que autoriza a exclusão.
O filme provoca também quando mostra como a repetição da violência produz anestesia. A câmera registra corpos, execuções, destruição urbana, e a narrativa não oferece catarse. O desconforto aqui é intencional.
Isso tudo sem falar na convivência entre a normalidade e a barbárie: enquanto algumas regiões vivem sob colapso aberto, outras mantêm uma rotina quase intacta, como se a guerra fosse só um ruído distante, em que cada grupo escolhe o que enxergar.
O resultado é um retrato duro de uma sociedade que deixou a polarização se expandir até o limite do irreversível. O filme Guerra Civil só expõe as consequências, e elas são profundamente humanas.
Onde assistir ao filme Guerra Civil?
Se você estava esperando a hora de dar o play, anota aí: o filme Guerra Civil está na HBO Max e também fica disponível no UOL Play para assistir quando quiser, no seu ritmo, sem depender de horário fixo.
E já que você vai entrar no catálogo, aproveite para explorar outros lançamentos do mês:
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Tem romance clássico, com O Morro dos Ventos Uivantes;
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Animação para todas as idades com Um Cabra Bom de Bola;
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Ficção científica com The Bride!;
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E Terrifier 3, para reforçar o terror na programação.
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