A mais recente dessas confirmações veio com a logística de “Eclipse”. O calendário inicial previa que a exibição ocorresse no mês anterior. “Toda a logística tinha sido organizada para ser em abril. O filme ia ser lançado no dia 7”, explica. “Mas, por uma mudança da qual não participei, veio uma sugestão para que fosse no dia 4. Falei: ‘deve ser no dia 4, que é o dia do aniversário dele’.”
A alteração não planejada transformou a sessão em uma homenagem ao diretor, que foi um dos principais nomes da contracultura e da vanguarda no Brasil, com filmes como “O Bandido da Luz Vermelha” (1968). “Eu ofereço a ele. O gesto de amor está na criação, no processo criativo, na minha liberdade, no meu espaço de existir, de ser quem eu sou”, afirma Djin.
“Isso parece ser simples, mas não é. Não só porque é mais difícil se colocar no mundo, mas também é difícil a gente descobrir quem a gente é com nós mesmos”, diz. “Ele era um homem que defendia muito a liberdade. Então, a liberdade de expressão, a liberdade criativa… acho que nada melhor do que oferecer o meu filme a ele.”
“Eclipse” é o segundo filme de Djin, que lançou “Mulher Oceano” em 2020.