A iniciativa recebeu apoio de representantes do setor de exibição e de sindicatos de roteiristas. Michael O’Leary, CEO e presidente do Cinema United, disse em comunicado: “Acolhemos a decisão dos procuradores-gerais de múltiplos estados de contestar a aquisição proposta. As consequências de mais consolidação de estúdios serão significativas e duradouras”.
Entidades de roteiristas também criticaram o acordo e apontaram risco de cortes. Michele Mulroney, presidente do Writers Guild of America West, afirmou: “Esta é uma das piores fusões propostas que já vimos. Desde o primeiro dia, deixamos claro que combinar a Warner Bros. Discovery com a Paramount ameaça nossos membros e esta indústria, e precisa ser bloqueado”.
Em outra declaração, o presidente do WGA East, Tom Fontana, projetou impacto social para trabalhadores do setor. “As pessoas vão perder seus empregos, sua renda, suas casas. O dano que esse acordo causaria às indústrias de entretenimento e de notícias dos EUA seria um desastre absoluto”, disse.
Em coletiva, Bonta criticou o governo Trump por ter aprovado o negócio. “O governo Trump falhou completamente. Pior do que falhar — seria melhor se eles simplesmente não fizessem nada. Eles com certeza não estão fazendo nada, mas também estão ativamente piorando as coisas”.
A Paramount reagiu e disse que o processo distorce a realidade atual do mercado de entretenimento. Em comunicado, o estúdio afirmou que a ação “reflete uma aplicação fundamentalmente falha das leis antitruste e está errada tanto nos fatos quanto no direito”.
A empresa também alegou que atrasar a transação prejudicaria trabalhadores do setor. “Adiar esta transação só vai prejudicar trabalhadores do entretenimento que já sofreram nos últimos anos, à medida que a tecnologia prejudicou seu sustento e custou à Califórnia dezenas de milhares de empregos no entretenimento”, disse a Paramount.