Ele pediu que o público assistisse ao filme, que já ganhou prêmios internacionalmente. “Esse filme ganhou Berlim, ele ganhou Gramado, ganhamos muitos prêmios, mas assim, a possibilidade de vocês darem uma chance pra esse filme, de verem ele no cinema e tentar uma projeção maior internacionalmente.”
Lázaro agradeceu à equipe do longa e à Academia Brasileira de Cinema. “Parabéns a toda a equipe do filme. Alan, o diretor, o roteirista, e eu só peço a vocês que fiquem atentos aos próximos passos do Feito Pipa e vamos torcer juntos. Viva o nosso cinema!”
Sobre o filme e a seleção
O longa foi escolhido entre seis finalistas. Também estavam na disputa “100 Dias”, de Carlos Saldanha; “A Fabulosa Máquina do Tempo”, de Eliza Capai; “A Natureza das Coisas Invisíveis”, de Rafaela Camelo; “Nosso Segredo”, de Grace Passô; e “Vicentina Pede Desculpas”, de Gabriel Martins.
A trama acompanha Gugu, um menino de quase 12 anos que vive no sertão do Ceará com a avó Dilma. Apaixonado por futebol, maquiagem e dança, ele é criado de forma livre e afetuosa pela avó, mas enfrenta a rejeição do pai, Batista, interpretado por Lázaro Ramos.
Filmado em Quixadá, no Ceará, o longa já acumulou prêmios no Brasil e no exterior. No Festival de Berlim, venceu o Urso de Cristal de Melhor Filme e o Grande Prêmio do Júri Internacional da mostra Generation Kplus. O filme também foi finalista do Teddy Awards, dedicado a produções com temática LGBTQIA+. No Festival de Gramado, “Feito Pipa” recebeu outros cinco prêmios.