A primeira temporada de O Instituto, série baseada em um livro de Stephen King, ficou disponível no Prime Video nesta semana. Até então, a produção só podia ser vista por quem pagava à parte pelo MGM+, canal que funciona dentro do streaming da Amazon. Agora, os oito episódios estão liberados para todos os assinantes, sem cobrança adicional.
O objetivo é atrair público para a segunda temporada, que estreia no domingo (8), no MGM+. Os novos capítulos vão chegar semanalmente. Para quem ainda não conhece a história, o fim de semana é a chance de colocar a série em dia.
A produção, que estreou em julho de 2025, adapta o romance O Instituto, lançado por King em 2019. O roteirista Benjamin Cavell assina a adaptação e é produtor executivo, assim como o próprio escritor. A direção dos episódios é dividida entre Jack Bender, Brad Turner e Jeff Renfroe.
A trama acompanha Luke Ellis (Joe Freeman), um garoto prodígio de 14 anos com poderes telecinéticos. Ele é sequestrado no meio da noite e acorda em um quarto parecido com o dele, mas sem janelas. Luke está no Instituto, uma instalação secreta no interior do estado do Maine que mantém crianças com habilidades psíquicas, como telepatia e telecinese.
O lugar mistura colégio interno e prisão. Os jovens têm horário para brincar e conversar, mas também passam por testes cruéis que levam os poderes ao limite. À frente de tudo está a Sra. Julia Sigsby (Mary-Louise Parker). A diretora diz que o sofrimento dos jovens serve a uma causa maior: salvar o mundo.
Do lado de fora, Tim Jamieson (Ben Barnes), um ex-policial com passado misterioso, chega à pequena cidade de Dennison. Ele arruma emprego como vigia noturno, que faz rondas sem arma, e logo percebe que há algo errado no Instituto. O elenco tem ainda Simone Miller, Fionn Laird, Arlen So, Robert Joy e Hannah Galway.
Luke Ellis (Joe Freeman) em O Instituto
(Foto: Divulgação/MGM+)
Na segunda temporada, Luke e os amigos tentam destruir o Instituto de vez após a fuga de Dennison. O Diretor ganha um novo aliado: o bilionário europeu do setor de tecnologia Nolan Reeves, vivido por Alfie Allen, de Game of Thrones. Já Sigsby, agora foragida, busca uma forma de voltar ao jogo.
O Instituto é uma série boa?
A primeira temporada dividiu opiniões. No Rotten Tomatoes, a série tem 64% de aprovação entre os críticos e 69% entre o público. No IMDb, a nota é 6,7.
Entre os elogios estão as reviravoltas, o elenco jovem e o clima de mistério. A revista britânica Empire chamou a série de um passatempo de terror leve e divertido, que vai além de uma simples resposta do MGM+ a Stranger Things (2016-2025). Para a Variety, a produção tropeça no desfecho, mas prende quem quer desvendar o segredo da instalação.
As críticas negativas apontam falta de ousadia. Daniel Fienberg, do The Hollywood Reporter, viu a série como uma coleção de elementos conhecidos da obra de King, sem trazer algo novo à fórmula. O jornal The Guardian deu nota 2 de 5. O site IGN avaliou que falta acabamento à produção. Outros críticos afirmaram que o orçamento modesto limita o terror e que a história demora a engrenar.