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Reino Unido planeja 'toque de recolher digital' para tirar jovens das redes sociais durante a madrugada

por edineymartinstorres


Criança mexendo no celular com as redes sociais visíveis no aparelho.
Unsplash/Sanket Mishra
O governo do Reino Unido disse nesta terça-feira (14) que pretende introduzir uma espécie de toque de recolher digital e dificultar o uso de redes sociais por jovens de 16 e 17 anos entre meia-noite e 6h da manhã.
Caso a medida entre em vigor, usuários dessa faixa etária ficariam impedidos por padrão de acessar aplicativos como Instagram, TikTok e YouTube durante a madrugada. O bloqueio não é obrigatório e poderá ser desfeito.
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Recursos projetados para manter usuários online por mais tempo, como vídeos que são reproduzidos automaticamente, também serão desativados por padrão.
A restrição é uma nova etapa do plano do Reino Unido com foco na saúde mental de jovens. O governo britânico já tinha anunciado em junho que deve proibir o uso de redes sociais por menores de 16 anos.
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“Essas medidas serão cruciais para ajudar pessoas jovens a dormirem o suficiente, se concentrarem nos estudos e na faculdade e passarem mais tempo de qualidade com a família e os amigos”, disse a ministra da Tecnologia do Reino Unido, Liz Kendall.
O governo do Reino Unido divulgou nesta terça um estudo que mostrou que o toque de recolher digital foi a medida mais fácil para as famílias manterem e a que produziu os benefícios mais consistentes para o sono de jovens.
A primeira proposta de regulamentação sobre restrições ao uso de redes sociais será apresentado ao parlamento britânico até o final deste ano. O objetivo do governo é que as medidas entrem em vigor no segundo trimestre de 2027.
Outros países também discutem limites no acesso de redes sociais por crianças e adolescentes. A União Europeia disse na segunda-feira (13) que pode criar uma “maioridade digital”, que faria o uso pleno das plataformas ser liberado apenas para maiores de 18 anos.
Na Austrália, o primeiro país a proibir redes sociais para crianças, especialistas descobriram que as redes sociais estavam falhando na verificação de idade, o que torna a medida ineficaz no país.

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