
Moto Razr Fold e Galaxy Z Fold8: veja o que só os celulares dobráveis conseguem fazer
Até dá para reclamar do preço e do tamanho, mas há coisas que só os celulares dobráveis conseguem fazer – ou melhoram o que já existe.
O Guia de Compras testou dois modelos dessa categoria: o Motorola Razr Fold e o Samsung Galaxy Z Fold8, que chegaram neste ano às lojas. A comparação foi feita baseada em design, câmeras, multitarefas, desempenho e bateria.
O aparelho da Motorola custa cerca de R$ 16 mil, enquanto o da Samsung sai a partir de R$ 12,6 mil, com base em preços pesquisados em lojas on-line no fim de setembro.
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Vale lembrar que o iPhone Duo, primeiro dobrável da Apple, será lançado em 23 de outubro no Brasil e ainda não está disponível para testes. Os preços começam em R$ 22 mil e chegam até R$ 31 mil.
Motorola Razr Fold
Samsung Galaxy Z Fold8
Design
Moto Razr Fold (à esquerda) e Galaxy Z Fold8 (à direita) com as telas externas ligadas
Henrique Martin/g1
Os dois dobráveis têm propostas bem diferentes.
O Motorola aposta em uma tela grande por dentro e por fora, com foco em produtividade. O aparelho acompanha caneta stylus para anotações.
Ele mede 160,1 x 144,5 x 4,7 mm aberto e 160,1 x 73,6 x 10,1 mm fechado. Pesa 243 gramas, sendo maior e mais pesado que o rival.
A tela interna tem 8,1 polegadas, e a externa, 6,6″.
Razr Fold (à esquerda) ao lado do Galaxy Z Fold8 (à direita)
Henrique Martin/g1
Já o Samsung tem formato que lembra um passaporte, com tela externa mais larga e display interno semelhante ao de um pequeno tablet.
As dimensões são 161,4 x 123,9 x 4,5 mm aberto e 123,9 x 81,9 x 9,7 mm fechado. O peso é de 201 gramas.
A principal diferença entre eles está na proporção das telas.
Moto Razr Fold (à esquerda) e Galaxy Z Fold8 (à direita): o formato menor é mais legal para fotografar
Henrique Martin/g1
No Samsung, a tela externa tem proporção 10:16, ótima para fotografar com o celular fechado. Aberto, o aparelho fica em 4:3, formato mais confortável para ver vídeos e organizar apps.
Galaxy Z Fold8: tem que fazer malabarismo para equilibrar com uma mão só quando está aberto
Henrique Martin/g1
No Motorola, a tela externa é mais alongada, em proporção 9:21, próxima à de celulares tradicionais. Por dentro, o painel é quase quadrado, em 8:7,2.
Razr Fold: aberto, ele fica quase um quadrado na proporção. É mais difícil de segurar com uma mão do que o da Samsung.
Henrique Martin/g1
Os dois são bons para ver vídeos com a tela aberta, embora exibam barras escuras dependendo do formato do conteúdo.
No Instagram e no TikTok, por exemplo, as laterais ficam escuras. No YouTube, em tela cheia, as bordas superior e inferior é que escurecem.
Na tela interna, os teclados ficam divididos nas laterais, o que facilita a digitação.
As telas grandes também favorecem jogos, com mais espaço para visualizar detalhes.
Ah, sim, ambos sofrem com o clássico problema dos celulares dobráveis: o vinco na tela interna. No Samsung ele é mais discreto, no da Motorola, nem tanto.
E, por conta das telas internas com acabamento brilhante, as marcas de dedo aparecem à exaustão.
Multitarefa mais fácil
Um dos itens que os fabricantes destacam muito é a capacidade de os dobráveis serem mais capazes de realizar tarefas ao mesmo tempo. Isso não é novidade na comparação com smartphones convencionais.
Só é algo que funciona muito bem nos dois dobráveis, sendo muito fácil dividir a tela entre apps, como câmera e galeria, ou um site e bloco de notas.
O aparelho da Motorola tem uma vantagem nesse quesito: a tela interna é compatível com uma caneta stylus (Moto Pen Ultra), que vem na caixa do celular.
O Z Fold8 não funciona com canetas stylus (somente seu irmão maior, o Z Fold8 Ultra, com formato parecido com o da Motorola).
Moto Razr Fold com a Moto Pen Ultra e seu estojo
Henrique Martin/g1
É uma canetinha bluetooth com bateria interna, recarregável em estojo externo. Poderia ficar guardada no celular, mas a espessura fina do Razr Fold não permitiria.
Vale lembrar que uma Moto Pen Ultra avulsa custa na faixa dos R$ 900.
Desempenho e bateria
Nos testes do Guia de Compras, o desempenho do Galaxy Z Fold8 e do Razr Fold foi parecido. São resultados similares aos encontrados em outros aparelhos premium das duas marcas (veja o teste).
Eles usam chips de última geração — Snapdragon 8 Elite Gen 5 for Galaxy, no Samsung, e Snapdragon 8 Gen 5, no Motorola. Nenhum dos dois apresentou lentidão ou travamentos durante o uso.
O Z Fold8 tem 12 GB de RAM e versões com 256 GB, 512 GB e 1 TB de armazenamento. O Razr Fold traz 16 GB de RAM e 1 TB.
Nos testes de vídeo, o Motorola teve pequena vantagem sobre o Samsung.
Os dois também se destacam na bateria. Ambos usam tecnologia de silício-carbono, mais moderna.
O Razr Fold tem 6.000 mAh, e o Galaxy Z Fold8, 4.800 mAh. Nos testes com uso apenas da tela externa, os dois passaram de 20 horas de autonomia: 20h47 no Razr e 20h12 no Galaxy.
A diferença, mesmo com baterias de tamanhos distintos, está na forma como cada fabricante otimiza o sistema para economizar energia.
Na prática, a duração da bateria varia conforme o uso de cada pessoa.
Câmeras
Galaxy Z Fold8 (à esquerda) e Moto Razr Fold (à direita) vistos fechados, mostrando a traseira do aparelho e as câmeras.
Henrique Martin/g1
A qualidade das fotos é o principal problema dos celulares dobráveis.
As câmeras são boas, mas ainda ficam abaixo do que encontramos em celulares topo de linha, como o Galaxy S26 Ultra, Moto Signature e Jovi X300 Ultra.
Mas os dobráveis são mais versáteis devido a formato, podendo ser dobrados e usados como apoio/tripé ou usar a câmera principal para tirar selfies com ajuda da tela externa.
Dá para usar o Moto Razr Fold com a tela semi-dobrada como apoio para fotografar e filmar
Henrique Martin/g1
O Galaxy Z Fold8 tem duas câmeras na traseira, ambas de 50 megapixels de resolução (uma grande angular e uma principal). O Razr Fold tem três lentes atrás, também com 50 MP (principal, telefoto e grande angular).
Dá para tirar boas fotos com a iluminação correta. No exemplo abaixo, os dois aparelhos na resolução máxima equilibraram bem o brilho, o contraste e a exposição.
Moto Razr Fold (à esquerda) e Galaxy Z Fold8 (à direita): cena de natureza com resolução máxima
Henrique Martin/g1
Com zoom e a luz certa, os resultados também ficaram parecidos, mas é perceptível a diferença na tonalidade do verde ao fundo.
Moto Razr Fold (à esquerda) e Galaxy Z Fold8 (à direita): cena de natureza com zoom
Henrique Martin/g1
Ambas contam com modo Pro (para ajustes manuais) e zoom óptico (2x no Samsung, 3x no Motorola). São câmeras bastante versáteis, como dá para ver nos dois exemplos a seguir:
Moto Razr Fold: da grande angular (acima) ao zoom (abaixo)
Henrique Martin/g1
Galaxy Z Fold8 da grande angular (acima) ao zoom (abaixo)
Henrique Martin/g1
Mas o aparelho da Motorola abusou do alto contraste dinâmico (todas as fotos foram feitas no modo automático da câmera) em algumas cenas e confundiu cores em outra.
Como no modo retrato de uma estátua, abaixo.
Moto Razr Fold (à esquerda) e Galaxy Z Fold8 (à direita): modo retrato com fundo desfocado
Henrique Martin/g1
Ou na frente do Museu Paulista, em São Paulo. A primeira foto da esquerda foi feita com o Z Fold8, as outras duas, com o Razr Fold. O amarelo da última não ficou feio, mas está longe da realidade.
Galaxy Z Fold8 (à esquerda) e duas fotos feitas pelo Razr Fold (centro e direita): o Motorola tem problemas com ajustes de cor
Henrique Martin/g1
As câmeras de selfie são duplas – uma para cada tela dos aparelhos. No Motorola, são de 32 MP (interna) e 20 MP (externa). No Samsung, 10 MP nas duas (interna e externa).
Tirando uma selfie com a câmera principal do Razr Fold
Henrique Martin/g1
Abaixo, exemplos de fotos com a câmera principal (a tela aberta e a externa servindo de espelho) e com a câmera de selfies. A principal ficou bem melhor, mas é preciso um pouco de prática para coordenar o uso.
Moto Razr Fold: câmera principal (à esquerda) contra a câmera frontal (à direita).
Henrique Martin/g1
Galaxy Z Fold8:câmera principal (à esquerda) contra a câmera frontal (à direita).
Henrique Martin/g1
Nos detalhes adicionais, os dois modelos oferecem recursos divertidos para tirar fotos ou gravar vídeos.
Tirando uma selfie com a câmera principal do Galaxy Z Fold8
Henrique Martin/g1
No Motorola, a Foto Guiada permite que você peça a um terceiro (confiável) que tire uma foto sua em um local turístico, por exemplo. Primeiro você captura o ângulo da paisagem e a pessoa “te encaixa” na foto. É bem legal.
No Samsung, o recurso Fancam usa inteligência artificial para editar vídeos focando em apenas uma pessoa, para gerar um corte para redes sociais.
Conclusão
Os celulares dobráveis, apesar de caros, são uma opção mais confiável em 2026 comparados com as gerações anteriores.
Vale notar que o Z Fold8 é a primeira aposta da Samsung nesse formato menor, similar ao que a Apple adotou no iPhone Duo.
O próprio Razr Fold é também o primeiro modelo “grande” da Motorola, já que, até 2025, ela tinha somente aparelhos no formato “flip”. Rumores de internet indicam que a fabricante deve lançar um dobrável “passaporte” nos próximos meses.
Galaxy Z Fold8
Seu formato reduzido o torna mais confortável de usar. A tela externa, mais larga, tem mais espaço de trabalho e é muito legal para tirar fotos.
A tela externa vira um tablet de 7,6 polegadas, ótima para ver vídeos e jogar.
A bateria dura bastante (mais de 20h) e a câmera é boa.
Moto Razr Fold
A tela externa mais “esticada” e a interna, maior, deixam o Fold com uma cara de aparelho para executivos de grandes corporações.
Aparelho tem um foco maior em produtividade, e a canetinha (que poderia ser embutida), mostra isso.
A bateria também dura bastante (mais de 20h), mas a câmera decepcionou em alguns momentos.
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